
Demanda Crescente Deve Favorecer Cana-de-Açúcar e Café
A crescente demanda mundial e o déficit na oferta devem continuar sustentando os preços e a rentabilidade dos setores sucroalcooleiro e de café na safra 2006/07, conforme projeções de analistas que participaram do seminário ‘Perspectivas para o Agribusiness em 2006 e 2007’.
A previsão de oferta apertada é o que ajudará a sustentar os preços do açúcar e do álcool. Luiz Carlos Carvalho, diretor da consultoria Canaplan, prevê para a safra 2006/07 no Centro-Sul, que começou a ser colhida em abril, produção entre 365 milhões e 378 milhões de toneladas de cana. Ele estima que 48% do total será destinado à produção de açúcar, que ficará entre 24,1 milhões e 25,2 milhões de toneladas). Para o álcool, ele prevê oferta entre 12,9 bilhões e 13,2 bilhões de litros.
Segundo Tarcísio Rodrigues, diretor da Bioagência, devem ser exportados 16,5 milhões de toneladas de açúcar e 2 bilhões de litros de álcool. Nelson Ostanello, diretor da Bauche Energy Brasil, observou que o país já exportou 492 milhões de litros de álcool até março (alta de 5%) e que precisará reduzir esse ritmo para não haver falta do produto.
O setor também esteve atento à visita do ministro da agricultura do Japão Shoichi Nakagawa. O governo quer negociar uma parceria para que empresários japoneses invistam nos canaviais brasileiros, com empréstimos de bancos daquele país. Em troca, a Petrobras avalizaria a operação no Brasil e garantiria a oferta de álcool.

Para o café, a perspectiva também é de preços sustentados e aumento da renda. Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) prevê para as indústrias receita próxima a R$ 5,1 bilhões este ano, ante R$ 4,8 bilhões em 2005. ‘Os preços têm se mantido acima da média histórica e há sinais de evolução do consumo, no Brasil e no exterior.’
A Abic prevê para o mercado interno consumo de 16,5 milhões de sacas este ano, contra 15,54 milhões o ano passado. A produção deve alcançar 41 milhões de sacas, e as exportações brasileiras, 16 milhões.
Para Lineu da Costa Lima, secretário de produção e comércio do Ministério da Agricultura, a recente aprovação de recursos para o setor cafeeiro - antes da colheita - pode ajudar o segmento a gerenciar melhor sua oferta. O governo aprovou R$ 800 milhões para o setor, sendo R$ 600 milhões para comercialização da safra .
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E a se confirmar o interesse REAL do governo americano em aprender conosco sobre o programa de abastecimento por alccol,imagine o boom que não haverá no setor.
Beijos,CRIS
Cris, mais do que nunca, o governo deveria investir na produção de álcool, assim além de nos livrarmos do petróleo para combustível, teríamos álcool a um preço mais acessível. Exportar só depois de atender o mercado interno.
Bjos.