Cachaça Baiana Conquista Novos Consumidores

Exposições e degustações do destilado de cana em eventos colaboram para ampliação de mercado.
A cachaça de alambique produzida na Bahia vem conquistando novos consumidores por meio das ações promocionais do Sebrae, em parceria com a Associação Baiana de Cachaça de Qualidade (ABCQ). Uma programação extensa de exposições e degustações do destilado baiano em diversos eventos, tem contribuído para ampliar o mercado da bebida. No Carnaval de Salvador, as marcas filiadas à ABCQ foram apreciadas pelos foliões do camarote Mundo, na Barra. Os freqüentadores das exposições de agropecuária de Vitória da Conquista e Jequié, além do 2º Encontro Feirense da Cachaça, em Feira de Santana, no interior baiano, também puderam experimentar a qualidade da caninha baiana.
‘Nesses eventos, difundimos a qualidade da cachaça de alambique e quebramos o preconceito de que a bebida é apenas para o consumo das classes mais pobres’, explica Paulo Mesquita, coordenador estadual do projeto de derivados de cana-de-açúcar do Sebrae. Segundo ele, a receptividade ao produto tem sido boa. ‘Estamos quebrando a resistência da utilização da cachaça em drinks. E é crescente o interesse de bares, restaurantes, hotéis e supermercados pela comercialização da bebida’.
Este ano, a cachaça baiana participou mais uma vez de um dos mais importantes eventos do setor, o Brasil Cachaça, que aconteceu, de 2 a 4 de maio, em São Paulo. Para Massilon Araújo, proprietário da Cachaça Morro de São Paulo, a participação num evento desse porte é uma importante chance para o pequeno produtor apresentar seu produto ao mercado e fazer negócio.
A Bahia é um dos maiores produtores de cachaça de alambique do País. No estado, são produzidos cerca de 50 milhões de litros do destilado de cana por ano. Mas 99,5% dessa produção ainda é realizada de maneira informal.
Segundo o consultor Bráulio Araújo, ações de capacitação técnica e de gestão, além da difusão da cultura do associativismo e cooperativimo entre os produtores, são implementadas pelo Sebrae em 10 pólos produtores no Estado. ‘Nessas localidades o Sebrae também colabora na elaboração de projetos para unidades produtivas’, diz.
Já, para a produção formal de cachaça de alambique na Bahia, o Sebrae, o Inmetro e a ABCQ criaram um regulamento para certificação do produto: o Selo de Qualidade Inmetro. De acordo com Araújo, para serem certificadas as empresas precisam atender exigências como: desenvolver boas práticas de fabricação, respeitar as legislações trabalhista e ambiental, além de ter processo de rastreabilidade da produção.
A certificação é voluntária, mas 7 empresas já pleiteiam o selo e foram pré-auditadas, estando atualmente na fase de adequação. São elas: Morro de São Paulo, Ribeirão, Meladinha, Abaíra, Cabeceira do Rio, Serra das Almas e Portal da Chapada. A certificação facilita a entrada do produto em alguns países, quebrando barreiras técnicas para exportação. ‘O Selo Inmetro é reconhecido em mais de 80 países’, informa Araújo.
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Até eu que não gosto de beber me rendo a uma branquinha,heheheh
Beijos,CRIS!
Eles dão certificado Inmetro pra cachaça??? Mas se a diaba faz um mal do c******, como certificam um troço desses???
Cris, acredito que a nossa cachaça será cada vez mais valorizada lá fora. A qualidade tem melhorado consideravelmente.
E depois, a caipirinha não tem quem não goste!.
Bjos.