
Azimuth:
O Brasil vem crescendo menos do que poderia, o que motiva muitas explicações, quase sempre calçadas em convicções políticas e não em fatos reais. Um dos maiores bodes expiatórios dos últimos tempos tem sido a cotação do dólar. A taxa de câmbio tem a sua parcela de contribuição, mas essa parcela é muito pequena diante dos verdadeiros fatores que vêm atrasando o nosso desenvolvimento. Não se compara com as conseqüências da incompetência do governo, com as conseqüências da má qualidade do ensino, com as perdas causadas pela corrupção, com as perdas motivadas por uma infraestrutura deficiente, com as conseqüências do atraso nas reformas tributária, previdenciária e da legislação trabalhista, e de uma grande quantidade de outras medidas que levariam à modernização do país. Há muito o que fazer e pouca disposição para isso.
Esse conjunto de problemas resulta num forte incentivo ao crescimento da economia informal, que dificulta a criação de empregos legais. Ao contrário gera empregos sub-humanos, sem carteira assinada e freqüentemente ligados à pirataria e ao crime organizado. Os participantes dessa economia não contribuem com a previdência, o que resultará, no futuro, em problema para eles mesmos e para a previdência. Como essa economia não paga impostos, ela prejudica a economia formal e atrasa o desenvolvimento. Para se ter uma idéia do atual tamanho da informalidade basta dizer que em São Paulo há mais carros licenciados do que carteiras de trabalho assinadas.
É preciso acordar para o problema. A solução passa pela redução dos impostos, pela redução dos encargos sociais, pela flexibilização das leis trabalhistas e pela simplificação dos procedimentos para legalização dos negócios. As providências têm que ser tomadas no sentido de que a informalidade não seja vantajosa. Além disso, é preciso haver mais repressão, mas repressão de verdade à ilegalidade. Só assim haverá um maior ritmo de crescimento da nossa economia.
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A receita todo mundo sabe,CRIS. Até os mais leigos.
Mas com o presidente Pinócchio??
Duvi-de-o-dó,heheheheh
Beijos!!
Cris,
Fiquei muito feliz de ter gostado da matéria e principalmente de tê-la publicado aqui. Sempre que quiser, fique à vontade.
Quanto ao link, claro que posso adicionar um lá em casa. Já está feito, ok?
Forte abraço!
N. Cotrim