
Designers brasileiros são os criadores de algumas das mulheres fictícias mais cobiçadas da internet e da TV
Talvez a inspiração sejam as próprias mulheres brasileiras. Talvez isso venha de algum recanto profundo da cultura nacional. Mas o fato é que há alguma coisa no ’software’ dos meninos brasileiros que os leva a idolatrar mulheres fictícias. A constatação é de Alceu Baptistão, único designer do País a conquistar o Maya Master, prêmio máximo para criadores virtuais, e explica muita coisa a respeito dele mesmo. Sócio da produtora Vetor Zero, Baptistão e sua equipe foram responsáveis por animações memoráveis da propaganda brasileira. São dele a formiguinha da Philco, a tartaruga e o siri da Brahma, o ET do Terra e os personagens da recente campanha do Unibanco. Como resultado desse trabalho, a Vetor Zero recebeu nada menos do que 8 Leões de Cannes, em 10 anos. Mas nada rendeu tanto prestígio à produtora e ao próprio Baptistão do que Kaya – uma garota sardenta de olhos verdes e boca grossa cuja boina lhe confere um ar elegantemente marcial. Finalista do concurso Miss Digital World de 2004 (sim, há um concurso anual para beldades virtuais) ela surgiu para o mundo poucos dias após ser finalizada na bíblia da área, o livro Digital Beauties, da prestigiada editora Taschen. Kaya e sua ‘irmã’ Ilana, também criada por Baptistão, foram destaque numa ampla reportagem na revista Wired sobre modelos virtuais. ‘Por causa dela recebi prêmios e encomendas da Rússia aos Estados Unidos’, diz Baptistão.
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