
Quando o empreendedor é bom, até uma simples brincadeira pode se transformar no negócio da sua vida e trazer muitos lucros.
Camila Micheletti:
‘A criatividade é a alma do negócio’. Esse é o lema de Paula Azevedo, empresária e proprietária da Sweet Brazil, fábrica de chocolates que existe há 15 anos e hoje é líder no setor de chocolates artesanais. ‘Na Páscoa de 1991, eu e minha irmã decidimos fazer uns ovos para os amigos. Eles gostaram e repassaram para outros, e meio que sem querer comecei a receber pedidos de encomendas e não parei mais’.
O diferencial de Paula é a criatividade e o cuidado com que cria os produtos, feitos de maneira artesanal. Ovinhos, coelhos, caixas, pirulitos, raquetes de tênis… Para ela, tudo pode transformar-se em chocolate, sempre de uma maneira divertida, que inclui muitas cores, formas diferenciadas e sofisticação. ‘Havia um nicho nesse mercado de chocolates que ainda não havia sido explorado e eu entrei na hora certa. Fui a primeira a usar cores e fazer chocolate com arte e design. Para uma pessoa que joga tênis, por exemplo, faço uma raquete de chocolate. As pessoas gostam justamente por que é personalizado’, explica a empresária.
A empresa começou na cozinha de casa e aos poucos foi ganhando espaço na vida de Paula, que é publicitária e trabalhava em uma agência de publicidade na época. Com um investimento inicial de cerca de R$ 1000 reais, para adquirir equipamentos, conseguiu obter o dobro do dinheiro investido logo na primeira Páscoa. ‘Sempre fui muito marqueteira e soube aproveitar as oportunidades. Não acredito em sorte, acredito em competência e trabalho’. E isso a empresária tem de sobra. No começo ela passava madrugadas inteiras na cozinha fazendo os chocolates, perdeu muitas noites de sono, mas jamais deixou de entregar uma encomenda. É um comprometimento que todo empreendedor deve ter, mesmo depois do negócio já estar consolidado. Até hoje, Paula faz questão de supervisionar pessoalmente a fabricação dos produtos, e se não estiver do jeito que ela gosta, o lote é suspenso e nada é vendido.
Hoje, a empresa tem 20 funcionários, produz mais de 10 toneladas de chocolate por ano e tem seus produtos vendidos para para mais de 200 empresas. A empreendedora afirma que cometeu alguns erros ao longo desses 15 anos, como elitizar demais o produto e perder oportunidades de exportar para outros países. O negócio também passou por muitos altos e baixos, incluindo uma depressão de Paula, em virtude do excesso de trabalho e stress. ‘Tenho alguns planos para o futuro, mas o mais importante deles é transformar a Sweet Brazil numa pequena indústria’, afirma ela. Quais os conselhos ela daria para quem está começando? ‘Seja um batalhador, não tenha medo de crescer e enfrentar novas oportunidades, seja muito correto com fornecedores e, acima de tudo, nunca desista, mesmo com os obstáculos que possam aparecer ao longo do caminho’.
Paula virou uma chocólatra inveterada. ‘Depois da Sweet Brazil nunca mais fui a mesma, hoje não consigo viver sem chocolate’, brinca ela, assumidamente apaixonada pelo seu negócio.
Subscribe 



Gostei muito desse post Cris. Um exemplo que aborda muitas coisas inerentes de todo bom empreendedor.