France Stops The Samba Boys

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Blog do Juca:

Parreira pôs em campo o time que muitos queriam (este blogueiro, inclusive). Mas o time não fez, com exceção dos 10 minutos iniciais, nada nem parecido com o que dele se esperava. Talvez por jamais ter treinado junto, uma dessas coisas incompreensíveis nos métodos brasileiros.

Fato é que entre os 10 e os 15 primeiros minutos a França equilibrou o jogo e depois daí passou a dominá-lo, sob os olhares de nossos jogadores que, entre outros pecados, não se mexiam quando o time retomava a posse de bola.

Cafu e Kaká se notabilizaram por erros primários; Ronaldinho nem na frente era Ronaldinho; Ronaldo é Ronaldo, 90 quilos, à espera de uma chance e só mesmo Dida, Lúcio e Juan (que levou o segundo amarelo) iam bem, assim como, diga-se, a arbitragem. Porque Juninho foi excessivamente discreto e Gilberto Silva tinha a dura missão de parar o melhor jogador em campo, o eterno Zidane.

Apesar de a França não ter criado muito, se alguém merecia ir para o intervalo na dianteira era o time tricolor, com 54% de posse de bola.

Será que não vai sair gol neste sábado?

A Seleção Brasileira volta com os mesmos jogadores para o segundo tempo. Esperemos que com outra disposição. A torcida brasileira, em maioria no estádio, é mais gelada que os Alpes, como o time.

De cara, Thuram tira da cabeça de Henry o primeiro gol francês, em cruzamento de Zidane, batendo falta duvidosa de Juan nele mesmo. A Seleção responde com 2 lances mais agudos. Parece outra. A torcida se liga, enfim. Mas é a França quem volta a dar as cartas e se não fosse por Lúcio e Juan…

Zidane, que já tinha dado um come em Ronaldinho no primeiro tempo, dá um chapéu em Ronaldo. Ouve-se a Marselhesa em Frankfurt, regida pelo maestro Zizou. Em seguida, o mesmo Zidane cruza para Henry fazer 1 a 0, aos 57. Um golaço. E justo.

O segundo gol não saiu aos 60 por milagre, dos pés de Juan. E, em vez de Robinho, Adriano entra no lugar de Juninho. Parreira parece querer provar que o seu quarteto é o que funciona. Aliás, Juninho não foi bem mesmo.

As semifinais da Copa do Mundo pintam como se fossem da Eurocopa. O hexa está por um fio. Aos 70, Dida salva, nos pés de Ribery. A França levita em busca do bi. Ronaldinho tenta, mas o Brasil é mesmo só (?!) penta. E Ronaldo cai das próprias pernas.

Zidane entorta Gilbero Silva e a torcida brasileira manda Parreira tomar no… pescoço, emfrancês. Lúcio tem sua primeiralfscolari.jpg alucinação na Copa e pega Henry para quebrar. Leva só o amarelo. Cafu sai, se despede, entra Cicinho. Kaká sai sob justas vaias e entra Robinho, aos 77.

Chances se sucedem, mais francesas, evitadas por Dida, que brasileiras! Ouve-se a Marselhesa em Frankfurt.

Vai que é tua, Felipão!

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