
Quem são os inovadores que estão implantando uma nova cultura de trabalho colaborativo?
Época:
Eles não são tão conhecidos do grande público. Mas no mundo da internet já viraram ídolos pop. Eles são os maiores expoentes da revolução colaborativa que a livre troca de informações tem trazido para os negócios.
O primeiro é o professor de Direito da Universidade Stanford Larry Lessig. Lessig criou uma forma mais flexível de licenciar produtos como livros, filmes, músicas e até ambientes virtuais construídos para jogos online. Na maneira tradicional, não é possível copiar nem usar as obras sem autorização do autor. Na forma idealizada por Lessig - chamada CC, ou Creative Commons (algo como ‘coletivo criativo’) -, o autor pode autorizar vários tipos de liberdade, como reprodução sem fim lucrativo, livre cópia digital, cópia xerox ou até remixagem com fim lucrativo.
O segundo expoente da revolução colaborativa é Jimmy Wales, criador da maior enciclopédia do mundo, a Wikipédia. Com base em uma licença do CC, a Wikipédia é mantida por legiões de internautas. O terceiro é Joi Ito, investidor por trás de ferramentas como o navegador Firefox ou o site de blogs Technorati, ambos licenciados por meio do CC. O quarto é Philip Rosedale, criador do Second Life, um dos games mais populares da internet, cujo universo virtual também usa licenças do CC.
Os 4 lideram uma conspiração global para que você possa criar, copiar e colar com mais liberdade na internet. Nos próximos meses, o logotipo CC promete tornar-se tão onipresente quanto uma marca famosa. Dando de ombros para a pirataria digital, músicos como Gilberto Gil, Pearl Jam ou Beastie Boys abriram suas obras no CC. A Radiobrás, agência de notícias oficial do Brasil, anunciou que liberará o conteúdo de textos e fotos. Até a Microsoft, antes vista como adversária da cultura colaborativa, incluiu em seus programas opções do CC. O movimento colaborativo parece a cada dia mais irresistível.
Entrevista com Larry Lessing - O advogado Lessig quer leis de direitos autorais adequadas a um mundo onde qualquer pessoa produz bens culturais.
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