
No universo virtual Second Life circula dinheiro real:
Há 4 anos, o físico americano Philip Rosedale tinha apenas um escritório montado em cima de uma garagem e o sonho de construir um mundo com possibilidades ilimitadas. Hoje, tem um arquipélago do tamanho da cidade de Curitiba, que cresce 20% ao mês. Rosedale criou um universo virtual chamado Second Life (Segunda Vida, em inglês). Não é exatamente um jogo, mas um ambiente em 3ª. dimensão com personagens que cada usuário cria, veste e manipula por conta própria.
O mundo já tem cerca de 300 mil residentes, de diversas nacionalidades. Eles mergulham no Second Life pela internet e passam horas passeando, conversando, aprendendo, flertando, fazendo sexo ou gastando dinheiro.
Para montar e administrar esse mundo florescente, Rosedale fundou o Linden Lab, em São Francisco. A empresa fornece a infra-estrutura que permite aos usuários criar o que quiserem em Second Life: carros, casas, penteados malucos, roupas exóticas, florestas tropicais, cassinos, centros de conferência, estações de esqui ou foguetes. Os limites são a imaginação e a habilidade para programação gráfica. Mas, para construir uma casa ou montar um negócio, é preciso comprar terra virtual do Linden. O usuário pode alugar, vender o imóvel ou cobrar pela entrada. Uma comerciante, que já tem US$ 250 mil em propriedades do Linden, foi recentemente capa da revista americana BusinessWeek.
Os usuários de Second Life fazem 20 mil transações por semana e geram um PIB de US$ 5,5 milhões. O Linden Lab monitora as operações e pretende lançar análises desse mercado. ‘Temos uma economia que cresce porque é transparente’, diz Rosedale. ‘Não estou construindo um jogo, mas um país.’
Rosedale afirma ter montado seu primeiro pc quando estava no equivalente à 3ª série no Brasil. Criou a primeira empresa de software antes de sair do ensino médio americano. Era a Free Vue, fundada em 1995 para vender um sistema de videoconferência. Foi comprada pela Real Networks, onde Rosedale desenvolveu os programas de Real Vídeo. Saiu dali em 1999 para fundar o Linden Lab.
O universo de Rosedale deverá ficar mais próximo dos brasileiros em poucos meses. A equipe do Linden Lab trabalha numa versão em português do Second Life. O lançamento está previsto para o início do ano que vem. O diretor de desenvolvimento do ambiente virtual, Cory Ondrejka, afirma que está empolgado com a possibilidade de os brasileiros invadirem o Second Life como fizeram no Orkut.
De acordo com Rosedale, o Second Life está prestes a dar lucro. Algumas empresas começam a acordar para o fenômeno. Em maio, a BBC montou uma ilha em Linden para transmitir num telão uma série de shows que promoveu na vida real. O New Media Consortium, coalizão de 200 universidades americanas e canadenses, fundou um campus em Linden para dar aulas. O museu científico Exploratorium, de São Francisco, construiu uma réplica virtual, com exposições e até a simulação de um eclipse solar. ‘É um pouco como o filme Matrix‘, diz Rosedale. ‘Fornecemos a terra, e a comunidade constrói o mundo. Isso dá a todos a sensação de ser pioneiro num grande experimento. Aqui é você quem cria o futuro.’
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Do jeito que brsileiro gosta destas coisas,fatalmente será um sucesso qdo lançado por aqui,CRIS.
Mais um boom tipo orkut a caminho,hehehe
Beijos!
A parte chata é que o cliente é muito mal-programado, tem umas exigências muito específicas. Meu notebook, que roda tudo que é jogo decente, não consegue rodar o Second Life, por problemas de placa de vídeo.
É uma pena, tinha altos planos pra eles.
Cris,
Eu lembro de uma entrevista que a CBC fez com o criador do Second Life que durou uns 15 minutos, em horario nobre.
Eh realmente fascinante, e com certeza ja esta virando febre nacional, como o MySpace.
Beijo