
Mariana Ditolvo:
Pais e mães que jamais ouviram falar de Ragnarök, preparem-se. O jogo de computador que virou febre entre 1,2 milhão de brasileiros em pouco mais de um ano promete, agora, tornar-se uma epidemia ainda maior com a estréia de sua versão animada na televisão. O desenho Ragnarök The animation está sendo exibido de 2ª. a 6ª. no Cartoon Network (desde 3 de julho) às 22h. Horário impróprio para menores? ‘Nosso público não é apenas o infantil, mas também os adolescentes que assistem ao canal e jogam Ragnarök‘, disse Cindy Kerr, vice-presidente de programação do Cartoon Network.
Com a estréia, começa-se a mover a máquina que movimenta as vendas de produtos licenciados. No 2º. semestre, chegam ao mercado, com a marca Ragnarök, cadernos e mochilas para se juntar a brinquedos já vendidos em lojas como Blockbuster. O desenho incrementará ainda mais os negócios em torno do jogo. Em todo o mundo, mais de 30 milhões de jogadores interagem construindo personagens e histórias online. Apesar de não revelar a receita, estima-se que, apenas com mensalidades, a Level Up! – empresa coreana dona do game – fature cerca de R$ 40 milhões ao ano no Brasil. O investimento para trazer o game foi de R$ 3 milhões. ‘Estamos em contato com o Cartoon desde o início’, diz Andréa Bedricovetchi, diretora da Level Up!. A idéia é aproveitar as férias da garotada para, usando o desenho, provocar uma nova onda de adesão ao game. O Cartoon exibirá dicas para ajudar os internautas a encarar os desafios digitais. Ainda este mês, será feita a maior atualização da história do jogo. Entre as mudanças, a possibilidade de adotar um filho – sim, há casamentos entre os jogadores. Não dá para fazer isso na tevê, mas, por outro lado, no canal ninguém precisa se defender dos hackers.
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