Lílian Cunha:
Quando esteve em uma das filiais texanas da churrascaria brasileira Fogo de Chão, o crítico de gastronomia do jornal Dallas Morning News escreveu:
É um restaurante onde você nem precisa pensar no que vai pedir. A comida vem até você.’

Foi assim que a rede de restaurantes do empresário Arri Coser conseguiu fazer frente às ’steak houses’ ao desembarcar nos Estados Unidos, em 93. Na época, Coser não dava nem bom dia em inglês. Jamais havia pisado na terra do Tio Sam. Mas com um modelo de negócios que agradou em cheio ao consumidor americano - atendimento impecável e carnes de primeira à vontade - o gaúcho de Encantado fez a América. Atualmente, 3/4 do faturamento de R$ 150 milhões anuais da Fogo de Chão vêm dos 6 restaurantes instalados na nação do hambúrguer. O outro 1/4 vem das 4 unidades brasileiras. Isso por enquanto. Depois de comprar as partes dos 2 sócios e assumir a totalidade da operação ao lado do irmão Jair, ele começa a tirar do papel um plano de expansão tão acelerado quanto o vaivém dos garçons de espeto em punho. ‘Vou abrir 2 novas unidades por ano, cada uma com 300 lugares’, afirma o empresário. Em 10 anos, serão R$ 60 milhões em investimentos. A novidade é que o plano contempla uma espécie de volta para casa da rede que cresceu mais no exterior que no Brasil: grande parte das inaugurações acontecerá aqui, começando por Belo Horizonte, que ganhará uma Fogo de Chão até dezembro. Outras filiais nacionais virão, mas, para evitar especulação imobiliária, Coser não revela os locais. ‘Enquanto o americano faz 60% de suas refeições fora de casa, o brasileiro faz 20%. O costume de comer fora está aumentando por aqui, o que nos dá espaço para crescer’, justifica.
O crescimento da Fogo de Chão, empresa de mil funcionários, é fruto do empreendedorismo do ex-garçom Coser e das facilidades de crédito nos EUA. Arri Coser, começou a trabalhar com churrasco aos 14 anos. Abriu sua 1ª. churrascaria em 79, economizando salários e gorjetas e um empréstimo do pai, agricultor. A 1ª. Fogo de Chão era um salão modesto em Porto Alegre, coberto com sapê. Mas já englobava um conceito novo naqueles tempos: o de churrascaria dentro da cidade. O costume era tê-las na beira da estrada. O raciocínio foi simples: em vez de atender basicamente caminhoneiros, ele partiu em busca dos engravatados nos centros financeiros. Essa característica norteia a Fogo de Chão até hoje. ‘A coisa mais comum é ver presidente de empresa comendo picanha nos meus restaurantes, aqui ou nos EUA’, diz ele, que nos próximos meses inaugura churrascarias na cidades americanas de Filadélfia e Mineápolis. ‘Lá fora é mais fácil crescer’, declara. Cada restaurante precisa em média de R$ 3 milhões para abrir as portas, aqui ou nos EUA. A diferença está no financiamento. ‘Nos EUA os juros são de 6% ao ano.’ A taxa, 10 vezes menor que a nacional, foi decisiva para a expansão da companhia. ‘Quanto mais lojas americanas eu abro, mais fácil e barato ficam as condições de empréstimo.’ Assim, as operações estrangeiras acabam financiando as novas churrascarias nacionais.

Não foi só o dinheiro barato que contou para o sucesso do grupo. O rodízio a US$ 50 – que chamou a atenção de vips como o ex-presidente americano George W. Bush pai e do piloto de F-1 Juan Pablo Montoya – é, claro, o principal traço da Fogo de Chão. Mas não o único segredo do negócio. Segundo o especialista em churrasco e colunista da revista Menu, Leon Dziekaniak, é o atendimento que faz a difereça. ‘Nos bons restaurantes de carne, a qualidade do churrasco é basicamente a mesma. O trunfo está no atendimento. Uma folha de alface mal lavada pode pôr tudo a perder’, afirma. Mesmo assim, Coser tem cuidado especial com as carnes. Não por acaso, ao empreender nos EUA, ele começou pelo Texas, onde ficam os melhores frigoríficos. O empresário ensinou os cortes brasileiros aos fornecedores e, por contrato, os proibiu de vendê-los a outros clientes por 2 anos. Esse zelo com a carne tem outro aspecto interessante. Na Fogo de Chão, cada garçom é responsável por seu corte. Há o garçom da picanha, o da maminha, o da costela e assim por diante. Cada um cuida sozinho do processo completo da arte do churrasco: salgar, assar e servir.
Isso ajuda a entender a cara feia de Coser para o sistema de franquias. ‘Prefiro crescer com lojas próprias. Só assim fico de olho em tudo’. A fórmula para ter tudo sob controle, mesmo com restaurantes separados por mil km de distância, está no treinamento. Todos os funcionários passam por 500 horas anuais de treinamento, que inclui noções de boas maneiras, aulas de inglês e enologia. Quando Coser abre um restaurante nos EUA, dos 60 funcionários que atuam em cada filial, pelo menos 20 são brasileiros com experiência em outra Fogo de Chão. ‘Assim preservamos a identidade do restaurante’, ensina. E são todos gaúchos? ‘É todo mundo do Sul. Do Sul do Ceará, do Sul da Bahia…’, diverte-se ele.
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Imagino o que os gringos não devam achar de tanta fartura,heheheh
Beijos,CRIS
APOSENTOU-SE AOS 42 ANOS ESTA É DE LASCAR…
Documento do INSS obtido pela coluna mostra que o presidente Lula não pode reclamar da vida: a aposentadoria especial para anistiado político, concedida em 1996 e requerida um ano antes, retroagiu a 5/10/1988, um dia antes de ele completar 43 anos. O companheiro presidente tinha 22 anos de serviço, na ocasião. O benefício, que em 2005 totaliza R$ 8.862,57, está devidamente isento do pagamento de imposto de renda.
http://fabianamelovieira.blogspot.com/
Sou Engenheiro Mecanico, e trabalho em uma importante multinacional inglesa, aqui na Regiao do Veneto, enquanto minha esposa é Nutricionista e trabalha em uma Churrascaria brasileira como cuoca.
Observo que nos finais de noite toca sempre a um garçom a coisa mais desagradavel que é ter que limpar os espetos … eu pergunto voces conhecem alguma forma mais rapida e eficiente de executar essa tarefa ????