
Jornal do Commercio
O setor imobiliário sonha em trabalhar sem burocracia. Nunca as condições foram tão favoráveis aos compradores de imóveis na planta, em construção, novos e usados. Graças a medidas do governo federal, os bancos disputam mutuários, oferecendo juros menores, maiores prazos e financiando maior parcela do valor das unidades. Um entrave persiste, porém: a burocracia. É mais fácil comprar um carro importado, de R$ 300 mil, do que um imóvel de R$ 50 mil.
Romeu Chap Chap (foto), presidente do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP) afirmou:
A carga burocrática, um dos maiores problemas do Brasil, prejudica tremendamente o financiamento imobiliário e, conseqüentemente, a aquisição de imóveis. A concessão do empréstimo é dificultada pela exigência de inúmeros documentos. São 13 por parte do candidato a mutuário do Sistema Financeiro da Habitação (SFH); não raro, quando sai uma certidão a outra já caducou. Com isso, a liberação do crédito consome 3 ou 4 meses.
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