
Revista Amanhã:
Expatriar executivos é uma boa alternativa para as empresas que precisam abrir filiais ou escritórios de negócios no exterior. Mas é um caminho pouco eficiente para as companhias que buscam criar novos negócios ou explorar nichos diferentes de mercado. Essas são 2 das conclusões da mais nova edição da pesquisa Executive Recruiters Index, realizada anualmente pela consultoria Korn/Ferry com 140 empresas de recrutamento de todo o mundo.
Segundo o estudo, os executivos até conseguem aproveitar a experiência de trabalhar em outro país para se desenvolver profissionalmente. Porém, são deficientes em reter bons funcionários nas unidades avançadas da empresa. Para metade dos recrutadores ouvidos, as falhas são causadas pelas diferenças culturais. Também pesam a distância ou a não adaptação dos familiares e a ausência de diretrizes e objetivos estabelecidos.
Mas e os executivos brasileiros, como se saem no exterior?
Na pesquisa da Korn/Ferry não há dados específicos, mas o francês Gilles Gerteiny, consultor em negociação internacional do Instituto MVC tem um diagnóstico. ‘Os brasileiros são excelentes para lidar com mudanças macroeconômicas drásticas, sabem arriscar, se saem bem em domínio de línguas, em improviso, em criatividade e em capacidade de adaptação a situações particulares’, destaca.
Por outro lado, os brasileiros são pouco pontuais, demoram a dar respostas a consultas, não seguem os planejamentos e, muitas vezes, desrespeitam a palavra de um superior. Além disso, para ele, o machismo ainda é um traço marcante dos executivos oriundos do Brasil. ‘Quando está diante de mulheres ele se sente superior. Além disso, se você colocar um brasileiro em uma discussão em grupo, ele vai ter tendência a olhar a mulher do lado, paquerar’, exemplifica.
A brasileira Fabiana Curimbaba, que passou 5 anos trabalhando no corpo executivo da US Minerals, em Pittsburgh (EUA), não chegou a ser vítima do machismo. Mas sentiu a diferença em relação à importância dos acordos verbais. ‘No exterior, a palavra vale como contrato’, destaca.
Gerteiny destaca que, aos poucos, a imagem dos profissionais brasileiros começa a melhorar no mercado internacional. A mudança se deve, principalmente, ao bom exemplo de executivos como Carlos Ghosn, presidente mundial da Renault-Nissan, além de outros nem tão conhecidos. Ainda assim, o consultor francês acredita que os brasileiros continuam tendo mais dificuldade para prosperar longe de casa do que europeus, por exemplo. ‘Na Europa, nós temos uma cultura de expatriação, até por causa das ex-colônias’, acredita.
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Olá Cris, desculpe a demora para tirar o seu comentário feito na entrevista com o Thalis da lista de Spam. Só vi isso hoje, mas já está resolvido.
Abraços!
Vou me abster de comentar o post,CRIS,so pra dizer que pode mandar o tal executivo da foto aqui pra casa,viu,heheheh
Beijos!
Oi Cris!
Obrigada mesmo!
Beijo!