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O Regional:
Elas só pensam, cada vez mais, nos prazeres do sexo. Isso mesmo: o mais novo fenômeno cultural do século XXI atinge sobretudo as mulheres.
O mercado erótico no Brasil cresce de 10% a 15% ao ano e elas estão à frente, representando 65% dos consumidores das 600 sex shops do país.
No Rio, lojas de multimarcas, como a Clube Chocolate, estão com o estoque esgotado de vibradores em suas sex shops vips e boa parte das lojas de lingerie sofisticada abriu um cantinho com produtos para turbinar o sexo.
É comum ver senhoras da sociedade na fila de espera de ‘brinquedinhos’ que as levem à lua de prazer, entre eles o best-seller Rabbit, um pênis vibratório de R$ 600 que, além da penetração trepidante, estimula também o clitóris.
E de onde vem essa libido tão voraz? Para a apresentadora Carolyne Ferreira, do programa Intervalo Sexy, do canal pago Sexy Hot, que aumentou em 12% sua audiência nos últimos 12 meses, a explicação é simples…
‘Assim como os gays saíram do armário, os casais saíram da cama e agora transam no fogão, na mesa da sala, no chão… É uma busca de criatividade diária, porque sem isso não há casamento que dure - diz Carolyne, de 24 anos. E ela sabe o que diz. Uma pesquisa encomendada pelo canal onde trabalha mostrou que a maioria dos assinantes do Sexy Hot é de casais de longa data e com filhos.
Para a maioria dos entrevistados, a programação erótica reacende o fogo dos casamentos longos. Mas, para o psicanalista gaúcho Glay Costa, especialista em relações amorosas, que lança este semestre O Amor E Seus Labirintos, mais um título sobre vida conjugal, esta fúria sexual aponta também para a falta de afetividade da vida contemporânea, que leva todo mundo a tentar compensar suas frustrações com explosões de prazer sexual.
É o que o psicanalista Jurandir Freire Costa, da Uerj, chama de ‘cultura das sensações’, que se defende do vazio afetivo através da multiplicação de prazeres corporais.
O sexaholic não resolverá sua carência, que só seria preenchida com afeto, mas, ao menos, não enfrentará os efeitos colaterais de outras compulsões que levam às drogas, ao cigarro, à comida. Ou seja, é bom e não faz mal.
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