Empresário quer encontrar boas idéias pelo Brasil afora e transformá-las em negócios tecnológicos lucrativos.

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‘Por que no Brasil não surge um Google?’ É essa pergunta que o empresário Paulo Humberg quer ajudar a responder e modificar.
‘Não tem por que não (surgir). Temos uma massa enorme de jovens na faculdade com boas idéias. Uma empresa grande de internet não sai porque no País não se tem acesso a dinheiro’, diz, convicto.
Paulo Humberg é um empresário e empreendedor que percebeu logo como o mundo mudaria com o aparecimento de novas tecnologias e da Internet. É um típico aventureiro dos negócios digitais, daqueles que criam uma empresa, espera dar lucro, vende por um preço legal e logo parte para outro desafio.
Agora, sua batalha é para financiar outras pessoas com boas idéias que podem virar grandes negócios. A sua empresa A5 TMT Company é como um fundo de investimentos em novidades ligadas à tecnologia, mídia e telecomunicações. Mas antes de embarcar na área de financiamento, Paulo teve outras experiências. Na sua carreira, fundou os canais de vendas pela TV Shoptime e Americanas HomeShopping. ‘Naquela época, falavam da TV a cabo coisas que hoje eu escuto sobre a TV Digital’, diz. Durante o começo dos anos 90, as pessoas achavam que todo mundo ia ter TV a cabo e faria suas compras olhando a telinha e discando 0800-qualquer coisa.
Nesse período ele foi aos Estados Unidos conhecer a febre das compras pela TV e viu a internet pela primeira vez. ‘Quando conheci a AOL, na hora pensei que o mundo ia mudar completamente’, afirma. Em 99, Paulo saiu da Americanas com o objetivo de tocar um projeto sozinho. Pensou em abrir uma loja que vendesse CDs de música pela internet, como na época havia o CDnow nos EUA. ‘Fiquei com receio de surgir depois uma empresa gigante e tomar o mercado’, conta.
Partiu para outra. Achou que poderia se dar bem com um site de leilões e decidiu fundar o Lokau.com.br, baseado nos modelos americanos. Mostrou o projeto para um conhecido que iria construir a página, e ele logo disse que não cobraria nada, mas pediu para ficar sócio da empreitada. ‘A tecnologia não exige muita infra-estrutura. Você consegue ter uma empresa em um fundo de garagem’.
Paulo conta que colocou banners do Lokau em portais da web por um preço que hoje parece ridículo. ‘Era uns R$ 800 por mês’. Em seguida o site começou a fazer sucesso. Ele fez um acordo com a empresa dona do software usado para construir o site. Assim pôde pagar pelas licenças do programa só depois que tivesse conseguido dinheiro com o site de leilões. Mesmo assim, depois de um tempo, o serviço não estava se pagando. Então resolveu mudar outra vez.
Juntou seu ‘motor de compras e uma base de 3 milhões de clientes’ ao Ibest e à uma empresa de telefonia para criar um provedor de internet grátis. A idéia vingou e, após um tempo, a operadora comprou todo negócio. A maior característica do mercado de tecnologia é que tudo acontece muito rápido. ‘2 anos atrás não existia o YouTube e agora ele já foi vendido por US$ 1,65 bilhões’, exemplifica. Paulo sente prazer de viver intensamente essa época de mudanças. ‘Sempre fui mais novidadeiro. É estranho pensar que antes uma pessoa trabalhava 30, 40 anos em uma mesma empresa sem ter outras experiências’, diz.
Novos Negócios
O empresário acredita que os brasileiros estão acompanhando as novidades tecnológicas, mas ainda ‘falta um empurrão’ para que empresas pioneiras sejam criadas no Brasil. Segundo Paulo, a principal dificuldade enfrentada pelos empreendedores digitais no Brasil é a falta de verba. ‘Tenho certeza de que há boas idéias precisando de dinheiro espalhadas pelo País’, afirma.
Para dar o empurrão, ele criou um fundo de investimentos só para a área de tecnologia. Atualmente, ele tem participação no portal Vírgula, na Tellvox, empresa que produz programas e ringtones para celular, e na Hip Telecom, operadora de telefonia pela internet (VoIP). ‘Se alguém precisa de dinheiro, não tem um maluco que acredita que pode dar certo. Nos EUA, você tem 500 malucos’, diz.
Paulo acha que houve uma melhora nos investimentos na área por parte dos governos, mas faz uma crítica aos empréstimos dos bancos. ‘Se você tem uma negócio de tecnologia e pedir dinheiro para um banco, você vai morrer. Eles têm juros absurdos. Não sei nem porque se chama banco’, diz.
O segundo problema, é que os brasileiros ainda têm muito medo de quebrar. ‘Às vezes o Brasil pega a onda, mas não é metido a conquistar o mundo. A gente é bom de produto e ruim de venda’, diz.
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Oi,CRIS
Bom dia!
Preciso da sua ajuda pra colocar o tal google no Ramses.
Beijos e uma otima semana