ExpoCristã é vitrine do crescimento das igrejas neoevangélicas e do potencial de seus fiéis como mercado consumidor.

Laila Mahmoud:
Há pelo menos 10 anos tem se acentuado um processo que chama atenção com relação aos neoevangélicos: sua organização.
Cada vez mais próximos das hierarquias dos organogramas das empresas, eles se interessam por aspectos administrativos e gerenciais. E, para atingir esse mercado consumidor, gravadoras, agências de turismo, confecções, marcas de instrumentos musicais, emissoras de tv, rádios, editoras de livros sobre administração e qualidade na gestão foram montados. Todos ligados ao universo cristão.
De acordo com o último Censo Populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2000, os evangélicos são hoje cerca de 26 milhões ou 15,45% da população. Em 1991, eles eram cerca de 13 milhões ou 9,5% da população. Uma parcela desse universo consumidor e dos produtos neles focados estiveram na Expo Center Norte, em São Paulo, de 12 a 17 de setembro desse ano. O objetivo da feira era fechar negócios e esse público cada vez mais em expansão: o evangélico. Segundo a organização, foram mais de 100 mil visitantes nos seis dias de evento, cerca de 350 expositores e R$ 50 milhões movimentados.
Uma programação de palestras cujo intuito é a formação e o treinamento de líderes para aquele momento em que a igreja começa a crescer estava estruturada. Softwares para gerenciar fiéis, doações e atividades da igreja também foram comercializados na feira, que cresceu 17% (ou 1 pavilhão) em apenas 1 ano. Para o organizador do evento, a tendência de crescimento do setor é grande, sobretudo pela inserção desse segmento no chamado mundo ’secular’ (não católico). ‘Hoje, dificilmente você vai ver uma grande rede de varejo sem um departamento gospel’, explica, afirmando que redes como Saraiva e Siciliano já estão abrindo espaços para esse tipo de produto.
A 1ª. edição do evento, aconteceu há 5 anos e surgiu da necessidade de relacionar a indústria ao canal de distribuição. Para quem ainda duvida que esse mercado prometa em expansão – já que há um crescimento de 8% ao ano no mercado consumidor brasileiro, com a abertura de cerca de 14 mil novas igrejas por ano – tem nos números norte-americanos um reforço no argumento. Isso porque, lá, a feira tem 52 anos. Há mercados em franca expansão. Leia mais.
Subscribe 


