
Juliana Fontolan Cardilli:
Resolver todas as pendências de viagem sem sair de casa nem depender de ninguém, na hora que quiser. Este é o atual sonho de consumo do viajante, que já é viável nesses tempos de internet mais acessível - ao menos para quem tem paciência e bom senso. É cada vez maior o número de pessoas que planejam suas viagens dessa maneira, como o médico mineiro Rodrigo Purish, que já foi da Ásia à Europa traçando todo seu roteiro pela rede, incluindo desde compra de passagens aéreas e pagamento de hotéis, até a reserva de ingressos para shows e museus.
Purish coloca em prática no Brasil uma tendência já identificada nos Estados Unidos, onde 58% das pessoas planejam suas férias pela internet, segundo dados divulgados pelo site eMarketer. O médico diz que nunca teve problemas com as compras e reservas através da rede e resolve nela tudo o que é possível. Mas toma alguns cuidados básicos. ‘Tento sempre procurar páginas com certificado de segurança e evito acessar links. Além disso, utilizo um cartão de crédito com limite menor para essas compras, e monitoro os débitos.’
Para quem for cibermarinheiro de primeira viagem, ele alerta que, sem um conhecimento do inglês, a pesquisa pode não ir muito longe. Inicialmente, é preciso ver qual é a prioridade do viajante, o destino ou a data disponível. A partir disso, é preciso reunir a maior quantidade de informações possíveis sobre o local, tomando cuidado com detalhes como as estações do ano. ‘Alguém pode conseguir preços ótimos para ir para a Indonésia, sem saber que a viagem está marcada justamente para a época das monções - quando chove o tempo todo’, conta. Ele ressalta que é importante iniciar a busca com o maior tempo disponível possível. Passagens aéreas, por exemplo, exigem pelo menos 3 meses de antecedência para aproveitar as promoções. Mais.
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