
João Prado:
O fato de a moçada brasileira ser fanática por games não é novo. Afinal de contas, estima-se que haja nada menos do que 11 milhões de consoles no Brasil, apesar de poucos terem sido importados oficialmente.
A novidade é que, nos últimos anos, além de apertar botões para destruir inimigos e ultrapassar desafios, um número cada vez maior de jovens empreendedores tem criado jogos. É o caso de André Penha, 31 anos de idade. Engenheiro de computação pela Unicamp, ele trabalhou em grandes empresas como a fabricante de autopeças Bosch.
‘Queria mudar de ramo e sempre gostei de games’, diz Penha. Com a pequena poupança dos empregos, a ajuda de um amigo designer e outro publicitário e da incubadora Ciatec, ele criou a desenvolvedora de jogos eletrônicos Overplay, em 2005. Um de seus primeiros games, o Pro Goal, vendido pela Claro e pela Oi, foi um tremendo sucesso. Tanto que a Overplay recebeu a encomenda para fazer o jogo oficial da Copa do Mundo de 2006 da CBF para a Vivo. Esse game abriu as portas para que Penha se tornasse um dos sócios da TecToy Digital, o estúdio desenvolvedor dos games da TecToy. Mais.
Arte: André Felix.
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