Casas adaptadas para portadores de deficiência:
Na fábrica de João Criscione e Sérgio Moelin as vendas crescem 30% ao ano.
Há 8 anos, os empresários decidiram inovar e começaram a fabricar barras de segurança para banheiros. ‘O material era totalmente desconhecido no Brasil. As pessoas usavam toalheiro como barra de apoio. É um perigo. Um cadeirante se apoiar num toalheiro pode levar um tombo muito grave’, explica João Criscione.
A nova empreitada não foi fácil. Os empresários tiveram de pesquisar as barras na Europa. No Brasil, eles investiram R$ 60 mil em equipamentos para fazer o produto. E funciona assim: primeiro, a barra de latão é cortada numa máquina, depois vai para a curvadora de tubos. ‘A maior dificuldade foi uma coisa que parece simples: fazer a curva. É uma curva muito fechada, o material, latão, que é uma liga de metal, é muito duro e enrugava. Então, nós tivemos que procurar meios, máquinas, para desenvolver essa parte’, relembra João.
Quando a curva está perfeita, a barra é lixada e cromada. É preciso seguir as normas da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas. O produto deve resistir a pelo menos 160 kg e ter um bom sistema de fixação nas paredes. ‘Ela é feita com parafusos e aço inoxidável, com comprimento longo, 65 milímetros, justamente para prever as dificuldades que têm nas paredes das empresas aí por fora’, afirma Sérgio Moelin.
Hoje a empresa vende 200 barras de apoio por mês, o que representa 15% da produção da fábrica.
Depois do decreto federal de 2004 que obriga que todos os banheiros públicos sejam adaptados para portadores de deficiência física, esse mercado só tende a crescer. Hoje, 15% da população brasileira têm algum tipo de deficiência física, segundo IBGE. Muitas organizações incentivam a inclusão social dessa parcela da população. O IBA - Instituto Brasil Acessível – é uma delas. Saiba mais.
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