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Quando uma cadeia de pizzarias com unidades localizadas no Texas, Arizona, Nevada, Califórnia e Colorado anunciou recentemente uma promoção que envolvia aceitar pagamento em pesos mexicanos, a campanha gerou controvérsia, atraiu cobertura da mídia de alcance nacional e gerou até mesmo ameaças.
Parece previsível que aceitar pagamentos em pesos em uma cidade como Denver, por exemplo, localizada a mais de mil km da fronteira mexicana, resulte em controvérsia, em um momento de desacordos e de profundo conflito emocional quanto à imigração aos Estados Unidos. Mas, obscurecido pelo debate político, há um segundo tema que mereceria consideração: o que o sucesso de uma cadeia de pizzarias cujo foco é o público hispânico tem a dizer sobre o americanismo.
A cadeia de restaurantes se chama Pizza Patrón, e nos últimos anos ela se expandiu até compreender 61 unidades. A média de vendas por restaurante no trimestre final de 2006 (antes do início da promoção ‘pizza por pesos’) cresceu impressionantes 35%, ante o período no ano anterior. Em geral, os restaurantes que se concentram em um determinado grupo étnico servem comida associada a essa categoria demográfica, e uma das primeiras coisas que as pessoas perguntam a Antonio Swad, o fundador da Pizza Patrón, é se existe algo de especialmente (ou talvez estereotipicamente?) hispânico em suas pizzas. As pessoas querem saber se ele usa pimenta habanera, coentro? A resposta é não. Excetuada a oferta de chorizo como cobertura, as pizzas de seus restaurantes são bastante semelhantes às das demais pizzarias.
Swad (que tem ancestrais italianos e libaneses) estava pensando sobre pizza, e não em uma base hispânica de consumidores, ao inaugurar seu primeiro restaurante, chamado Pizza Pizza, no bairro de Pleasant Grove, Dallas, em 1986. Nascido e criado em Columbus, Ohio, Swad se mudou para o Texas naquele ano, e, como relembrou recentemente, ‘minha experiência com a comunidade hispânica era bastante limitada’. Mas ele sabia o suficiente sobre a direção de um restaurante para realizar certos ajustes ao descobrir que metade dos freqüentadores da casa falavam espanhol - entre outras coisas, ele mudou o nome do lugar, e contratou funcionários bilíngües.
As coisas não se modificaram muito, por algum tempo, enquanto Swad se dedicava a desenvolver outra cadeia de restaurantes, chamada Wingstop, que ele vendeu em 2003. Àquela altura, os números do recenseamento indicavam que os hispânicos se haviam tornado a maior minoria étnica dos Estados Unidos, e ele estava convencido de que a Pizza Patrón representava ‘uma oportunidade’ de desenvolver uma franquia de alcance nacional. Saiba mais.
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