Estratégias buscam conquistar a fidelidade dos clientes. Veículos novos e modernos são uma das ‘armas’ dos profissionais.

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Qualidade, conforto e segurança. Esses são os 3 itens indispensáveis para um táxi estar na praça, segundo o taxista João Ferreira. Por isso, ele decidiu investir pesado e comprou um Eco Sport para transportar os clientes conquistados em 3 anos de profissão. O investimento é comentado por todos os colegas. Alguns até criticam, afirmam que a ousadia não tem retorno. Mas Ferreira está satisfeito e garante que tem ganhado a preferência de muitos clientes. A fidelidade deles tem sido o maior retorno, argumenta.
‘Se entrar no meu táxi uma vez vai sempre lembrar dele toda vez que precisar fazer uma corrida de novo. Quem não gosta de conforto? Aposto que todo mundo gosta’, destacou o taxista.
Ferreira tem espírito empreendedor. Ele conta que não tem receio de investir no que é bom, que sempre que for possível fará muito mais porque quer ser diferente de tudo que já se oferece no mercado. Seu primeiro carro foi um corsa sedan. Com um bom atendimento ele conquistou uma clientela seleta, que vai de pilotos de aeronaves a promotores de justiça. Hoje ele amplia esse leque com o novo passo dado: a compra do Eco Sport.
Assim como ele, outros taxistas não menos audaciosos inovaram o seu trabalho para correr atrás de uma clientela fiel. Circula na cidade um santana branco, que aceita até cartão de crédito. A maquininha que nunca tinha sido vista dentro de veículos é uma novidade até em São Paulo, que aderiu ao meio com a proposta de facilitar a vida dos clientes.
No ponto de táxi do bairro José de Augusto os taxistas também não querem ficar para trás. A flexibilidade e o carisma são seus grandes focos para fazer uma corrida lucrativa.
‘A gente não pode pensar que está fazendo a primeira e última corrida com aquele cliente. Temos que fazer de tudo para que ele se sinta à vontade de pegar o nosso táxi ao ponto de ligar sempre que precisar. Para isso, eu mantenho meu carro sempre limpinho e cheiroso. No som quem manda é o cliente’, disse o taxista Francisco Diemerson.
No que diz respeito ao bolso do usuário de táxi, também vale fazer um agrado.’Nem precisa o cliente pedir desconto porque nós sempre damos 20%’, reforçou o taxista Nelson Mesquista.
Todos esses esforços que fazem os taxistas de Rio Branco estão ligados não somente ao espírito empreendedor que há em cada um, com vontade de oferecer sempre o melhor e sempre o diferente. Algumas crises foram cruciais para que estes profissionais dessem uma chacoalhada no seu trabalho. Uma delas, foi a queda expressiva de usuários de táxi com o surgimento de novos meios de transporte.
‘Quando surgiram os mototaxistas muitas pessoas achavam que o nosso trabalho seria prejudicado. Em partes isso não é verdade. De dia o mototaxista é concorrente do ônibus e não nosso. Já de noite, quando não tem mais ônibus, aí sim, precisamos buscar estratégias para que os clientes prefiram andar com a gente’, completou o taxista Ferreira.
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