Investir Em Imóveis Sem Precisar Comprá-los
Hoje, o investimento no emergente mercado imobiliário vai muito além da compra de imóveis. É hora de aplicar em fundos e papéis privados.
Portal Exame:
O mercado imobiliário brasileiro vive seu melhor momento em décadas.
Capitalizadas depois de uma série bem-sucedida de aberturas de capital, as construtoras vêm erguendo dezenas de novos empreendimentos – estima-se um crescimento de 30% no total de lançamentos para este ano.
‘Havia décadas que esperávamos por um momento tão positivo para o setor’, diz Daniel Citron, presidente no Brasil da incorporadora americana Tishman Speyer. Para o investidor, essa pujança significa que é hora de aplicar em imóveis.
As novidades do setor estão sendo acompanhadas por inovações também no mundo dos investimentos. Nunca o poupador teve à disposição tantas alternativas financeiras para aplicar em imóveis – sem ter de desembolsar algumas centenas de milhares de reais para comprar casas, apartamentos ou conjuntos de escritórios.
A partir de 1 000 reais, é possível aplicar em fundos imobiliários – carteiras que investem em negócios como shopping centers ou prédios de escritórios.
Quem tem 20 000 reais disponíveis para esse tipo de aplicação pode comprar Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras Hipotecárias (LH).
Com 100 000 reais é possível aplicar em Fundos de Investimento em Participações (FIPs) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Com a queda dos juros básicos, esses produtos passaram a ter uma rentabilidade interessante na comparação com outras aplicações financeiras. Além disso, alguns desses fundos e papéis ganharam vantagens tributárias nos últimos anos – os rendimentos ficaram isentos de imposto de renda para pessoas físicas. ‘Quem souber escolher bons produtos vai conseguir retornos bem mais atraentes que a renda fixa’, diz Sergio Galvão Bueno, consultor da LLA Investimentos, de São Paulo.
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