
Reuters Brasil:
O Brasil é o lugar da moda para se investir e o país pode atingir o grau de investimento dentro de 2 anos, no que depender da perspectiva da Equity International.
O presidente-executivo da empresa de private equity, Garry Garrabrant, é bastante otimista em sua visão sobre o país e pretende ampliar seu portfólio de investimentos em companhias brasileiras.
‘O Brasil está quente. Está na moda investir no Brasil’, afirmou ele na quarta-feira durante o Reuters Latin American Investment Summit. Atualmente, a Equity International investe na Gafisa, na BR Malls, que entrou com pedido na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para uma oferta pública de ações, e na Bracor, todas do setor imobiliário. ‘Essas 3 representam oportunidades bastante animadoras em ampla escala.’
Ao ser questionado sobre investimentos em áreas fora da indústria imobiliária, o executivo afirmou que a Equity ‘está aberta’ a oportunidades e gostaria de ter 5 ou 6 empresas em seu portfólio brasileiro.
‘Nós seremos criativos no Brasil, porque somos muito otimistas com o país. É o momento ideal para investir no Brasil’, defendeu.
Na visão do executivo, entre os fatores que tornam o Brasil um lugar favorável aos investimentos estão a taxa de juros em queda, o fortalecimento do real e o caminho para atingir grau de investimento - que, para ele, pode vir até 2009.
‘No futuro próximo (o Brasil terá o grau de investimento)… Eu acredito que o consenso geral é de 2 a 3 anos, nosso consenso é dentro de 2 anos.’
Atualmente, o Brasil está 2 degraus abaixo do grau de investimento na avaliação das principais agências de classificação de risco.
Apesar de reconhecer problemas de infra-estrutura no país, e também a questão da violência, a Equity International não reduziu o ritmo de investimentos no Brasil.
BRIC e América Latina
Além da vontade de continuar investindo no Brasil, Garrabrant mencionou que a Equity mantém o interesse na América Latina, especialmente o México, e também na China.
‘Eu diria que todos os cilindros estão rodando no Brasil, mas eu não diria que não estou interessado na China, na Índia”, comentou.
Entre os países que compõem o chamado ‘BRIC’ - Brasil, Rússia, Índia e China - o executivo mencionou dificuldades em encontrar um parceiro russo para investimentos e a imensa regulamentação na Índia.
‘Somos mais cuidadosos com a Rússia, nós colocamos nossos parceiros nos padrões mais elevados e não encontramos esse parceiro na Rússia’, afirmou, ressaltando que, no Brasil, ele encontrou diversos parceiros.
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