PEGN:
A empresa lava uniformes, aventais e luvas de várias indústrias. As roupas chegam sujas de resíduos.
‘Nós temos uniformes provenientes das indústrias químicas e automobilísticas, que são o carro-chefe. Elas chegam sujas de graxa, tinta, óleo, verniz da cabine de pintura’, conta Thomas Wallis, gerente comercial.
O material é colocado em máquinas e lavado com água e detergente. Uma hora e meia depois, a roupa sai limpa. A tubulação leva a água imunda até uma estação de tratamento. Nos tanques, junto com reagentes químicos, a água fica em decantação por uma hora e meia. O processo separa os resíduos, que são comprimidos numa prensa e se transformam numa borra.
A estação de tratamento custou R$ 150 mil. Um investimento que se pagou e hoje gera lucro. Com os equipamentos, a empresa reutiliza 30 mil litros de água por dia, que volta limpa para a fábrica. Uma economia de R$ 10 mil por mês. Para a empresária Paola Tucunduva, investir no meio ambiente projeta a empresa no mercado.
‘Antes de contratar, eles fazem visitas de aprovação no fornecedor. Nesse momento eles avaliam se a empresa tem uma preocupação ecológica, em controlar e melhorar todos os usos de recursos naturais e resíduos’, explica Paola.
Economia e Competitividade
A empresa aprendeu a economizar os recursos naturais em outros setores. Metade da lenha usada nas caldeiras é feita de serragem, uma sobra de madeira que iria para o lixo. Máquinas modernas e econômicas, além do telhado translúcido, ajudaram a reduzir a conta de energia elétrica em mais de 50%.
‘Desde 2000, já fizemos uma série de trabalhos, como a troca de equipamentos por outros mais modernos, que economizam energia elétrica, até um trabalho de conscientização de todos os colaboradores para utilizar menos energia elétrica, apagando a luz cada vez que sair de um ambiente’, enumera Paola.
A empresa também conseguiu economizar 2 mil sacos plásticos por mês. O segredo é reutilizá-los várias vezes e colocar mais produtos dentro de cada um. Para ter um aproveitamento melhor da embalagem, ela é estufada até a boca para caber 23 quilos de material dentro.
A empresa conseguiu a certificação ambiental Iso 14001 e ficou mais competitiva. Com a economia gerada em água, lenha, luz e sacos plásticos, a lavanderia baixou os preços em 10% com relação aos concorrentes do mesmo porte e conta com 150 clientes. Numa fábrica de cilindros para siderúrgicas, a empresária Kátia Hayashida manda lavar as luvas dos funcionários e todas são reutilizadas. Antes elas eram jogadas fora.
‘O par de luvas custa em torno de R$ 3 e a lavagem custa R$ 1,50. Como a luva tem uma durabilidade de 6 meses, tenho uma grande economia e, ao mesmo tempo, existe uma preservação da natureza’, argumenta Kátia.
Paola garante: cuidar do meio ambiente compensa. ‘Além da economia, traz bons resultados, bons clientes e bons negócios’.
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