
PEGN:
Uma tinta que não deixa a pichação se fixar. É só limpar e a sujeira sai na hora. É como apagar uma lousa. A parede fica nova como se tivesse acabado de ser pintada. O produto foi desenvolvido pelos químicos Francisco Lira e Hildebrando Lucas. Eles se inspiraram num fenômeno da natureza. Os químicos ficavam intrigados com a capacidade das folhas se manterem limpas.
‘As folhas, apesar de estarem sempre cheias de sujeira, quando a água da chuva bate, arrasta a sujeira com ela. Foi isso que chamou nossa atenção’, conta o empresário Francisco.
No laboratório, Francisco e Hildebrando pesquisaram a capacidade das plantas de se manterem limpas. Durante 2 anos, os químicos testaram aditivos com moléculas parecidas com as das folhas. Eles misturaram os aditivos até criar uma tinta com uma camada antiaderente. O resultado é uma película criada, que tem uma repelência contra a sujeira e a pichação.
Os empresários investiram R$ 100 mil para chegar ao produto final. O dinheiro foi usado em testes e pesquisas de campo. Em 1 ano a empresa espera produzir 20 mil litros da tinta por mês. O único problema é o preço: por causa dos aditivos, o produto custa 3 vezes mais caro que uma tinta comum. Um galão de 3,6 litros custa R$ 150.
A tinta antipichação pode ser aplicada em vários tipos de superfície: do concreto ao metal. Num mercado como São Paulo, o produto cai como uma luva. Só este ano, a prefeitura da cidade deve gastar R$ 4 milhões com a repintura de locais públicos pichados. Saber que isso pode ser limpo em minutos, com um balde, escova e sabão, é um alívio para os olhos e para o bolso de muita gente. 5 minutos depois se vê a diferença. A parede pichada fica limpa.
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