
Revista Amanhã:
Sem sinais de que o caos aéreo esteja próximo do fim, há quem encontre na crise uma oportunidade para oferecer soluções e serviços.
Foi o que aconteceu com a Cargolift Logística e Transportes, de São José dos Pinhais (PR).
A empresa desenvolveu um plano especial para atender as empresas que vêm encontrando dificuldades para movimentar cargas por via aérea.
A solução se baseia numa troca simples.
Cargas de até 1,5 toneladas passam a ser transportadas por terra em vez de ar - mas em tempo reduzido. Para amenizar a diferença de tempo, a Cargolift investiu em vans - que dispõem do mesmo limite de velocidade dos automóveis nas estradas. Além disso, implantou o sistema ‘hot seat’. ‘No meio do percurso, é realizada uma troca dos motoristas, para que não haja paradas. O processo é tão rápido que não dá tempo nem de esfriar o banco’, brinca Markenson Marques, presidente da Cargolift Logística e Transportes.
Sem a garantia de datas para receber os produtos de seus fornecedores, em decorrência dos constantes atrasos nos vôos, a General Motors apostou no serviço. Por meio do sistema, o percurso de 1.100km de São Paulo, onde estão os fornecedores de peças da GM, até a fábrica da montadora, em Gravataí (RS), é feito em 15 horas e 10 minutos. Por caminhão, o mesmo trajeto é realizado em 36 horas.
Outra novidade implementada pela Cargolift é a possibilidade de o cliente acompanhar a movimentação da carga em tempo real. ‘Os veículos contam com rastreadores de satélite que, a cada minuto, informam a localização das vans no nosso site’, detalha o empresário.
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