Que tal abrir sua própria agência bancária? É o que propõe o Paraná Banco.

Márcio Kroehn:
Você gostaria de ser sócio de um banqueiro? Então, o dono do Paraná Banco, Joel Malucelli (photo), está de olho em você.
A primeira investida do empresário em busca de sócios minoritários ocorreu em junho passado, quando abriu o capital do banco, lançou ações na Bovespa e captou R$ 605 milhões.
Num único dia, ele atraiu 8 mil pessoas físicas para seu negócio financeiro, parte de um conglomerado de 38 empresas que atuam em setores diversos, como construção, concessões, seguros, previdência, energia, máquinas e equipamentos, hotelaria e comunicação. Mas a caçada continua e Malucelli inventou uma nova forma de atrair parceiros: a franquia.
Franquia de banco? Isso mesmo. Normalmente, os bancos oferecem serviços em outras cidades através dos correspondentes bancários. São comerciantes em geral que recebem o pagamento de contas e vendem serviços como empréstimos e seguros.
O pulo do gato do Paraná Banco foi exigir exclusividade dos correspondentes, transformando-os numa espécie de franqueados. Em espaço próprio e com decoração padronizada, como uma mini agência, a franquia oferece crédito consignado, empréstimo pessoal, crediário, seguro e consórcio. Tudo com o apoio - e a marca - do Paraná Banco, que paga comissões aos franqueados. Só não há movimentação de numerário, como é comum em postos de atendimento de muitos bancos. ‘O trânsito numérico não é interessante em razão da segurança’, diz André Malucelli, diretor comercial. Em breve, haverá caixas eletrônicos - desta vez em parceria com um grande banco de varejo.
As franquias foram divididas em pequenas e médias. Nas menores, o tamanho será de 30m2 e nas médias, o dobro da metragem. O custo médio será de R$ 25 mil. Destes, de R$ 15 mil a R$ 20 mil são cobrados pelo uso da marca por 5 anos. Outros R$ 5 mil a R$ 10 mil são usados na reforma e na compra de computadores e móveis. A expansão e o investimento são feitos pelos franqueados.
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