
Marcelo Fernando Segredo:
Todo empresário sabe o quanto é difícil manter uma empresa em atividade hoje no País. Exceto as instituições financeiras, que conduzem seus negócios com muita tranqüilidade. Afinal, são as únicas que obtém lucros astronômicos no País. O mesmo ocorre com os consumidores: se desdobram para manterem seus lares.
O País continua sob o domínio dos senhores feudais (eles hoje exercem outra profissão; têm outros negócios). Somos escravos daqueles que impõem Leis, taxas de juros e serviços, e penalidades absurdas com total anuência do Banco Central, do Senado, e dos que estão totalmente comprometidos a eles.
As estratégias impostas pelos agentes financeiros são cruéis pois, além de aplicarem altas taxas de juros, oferecem as temíveis CCB (cédulas de crédito bancário),quando percebem que uma empresa está sem saída.
Mas, a principal agravante ocorre quando colocam a empresa nos órgãos de restrição ao crédito (SERASA e SCPC) como forma de coação, ocasião em que a empresa deixa de operar quase que por completo, perdendo crédito com fornecedores, e ficando com a imagem manchada no mercado.
Ou seja: se a empresa já está com dificuldades financeiras, com essas medidas a situação se agrava ainda mais. Sem crédito, ninguém sobrevive no mundo empresarial. Existem empresários que chegam a pedir recursos em outros bancos com juros menores, prejudicando ainda mais a saúde da empresa.
Em 2005, a ABC ingressou com uma ação judicial contra as gigantes SERASA e SCPC, questionando a inclusão de restrição sem critérios, porque ferem o CPC (código de processo civil) em seu artigo 172 e seus parágrafos. O parecer do juiz foi favorável desde o início da ação, condenando esses gigantes da injustiça a retirarem as negativações de todos os associados (pessoa física e jurídica) da ABC em 24 horas.
Com esse benefício, empresas e consumidores voltam a respirar, voltam a ter a oportunidade de se reestruturar, adimplir suas dívidas negociando de igual para igual com as instituições financeiras, sem ameaças de restrição.
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