Pesquisas revelam que jovens brasileiros e estrangeiros têm expectativas opostas sobre a vida profissional.

Época Negócios:
É possível alcançar o sucesso profissional sem perder a qualidade de vida? Trabalhar apenas para empresas que se preocupem em zelar por ambientes saudáveis, com baixa taxa de estresse, e, de preferência, imperceptível pressão dos chefes?
Bem, na vida como ela é, uma duvidosa aspiração. Mas na imaginação de jovens recém-formados, trata-se de um sonho perfeitamente exeqüível, com direito a bons salários, rápidas promoções, benefícios etc etc.
Essa risonha expectativa foi projetada pela maioria dos 16 mil universitários e recém-formados brasileiros entrevistados num levantamento da consultoria Companhia de Talentos. ‘O trabalho tem de proporcionar prazer, dinheiro e tempo livre para viver’, disse um deles. ‘É importante trabalhar com menos pressão, ter bom relacionamento com os colegas e flexibilidade de horário’, afirma outro.
É interessante notar que, a despeito do apelo da globalização, fazer carreira lá fora não consta das prioridades desse pessoal. A maioria pretende ser contratada por empresas brasileiras. O que esses jovens ambicionam, na verdade, é rotina tranqüila e pouca dor de cabeça.
A visão de seus colegas americanos, europeus e asiáticos sobre suas vidas profissionais é menos otimista, de acordo com outro levantamento, conduzido pela consultoria americana PriceWaterhouseCoopers. Diferentemente dos brasileiros, os jovens da outra metade do mundo não acreditam que poderão contar com horários flexíveis. Tampouco acham possível que um dia possam trabalhar para suas empresas sem que tenham de sair de casa. Apenas 5% dos entrevistados apostam na possibilidade de virem a desfrutar desse benefício, que já vem sendo experimentado por algumas corporações, como a IBM. Mais.
Ilustração: Walter Nomura.
Subscribe 


